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Educação a Distância
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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Meio Ambiente criará subcomissão sobre biocombustíveis


A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável vai criar uma subcomissão especial sobre biocombustíveis.

Para o autor do requerimento aprovado quarta-feira (27), deputado Márcio Macêdo (PT-SE), as ameaças representadas pelo aquecimento global e as consequentes mudanças climáticas exigem o uso de fontes renováveis de energia como estratégia. “O Brasil apresenta singularidade nesse aspecto, uma vez que já tem em sua matriz energética parcela significativa de energia renovável”, lembra.

Biocombustíveis
Biocombustíveis são os combustíveis derivados de biomassa renovável para uso em motores a combustão interna ou para outro tipo de geração de energia, para substituição total ou parcial de combustíveis de origem fóssil.

Os dois principais biocombustíveis em uso atualmente no Brasil e no mundo são o etanol, produzido em nosso País a partir da cana-de-açúcar; e o biodiesel, que é fabricado a partir de óleos vegetais, como soja, mamona, canola, palma, girassol e amendoim; e de origem animal, como sebo bovino, suíno e de aves, além dos óleos utilizados em fritura.

O uso do biodiesel é recente no Brasil, tendo início com o Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel, em 2005, com o objetivo de implementar de forma sustentável a produção e uso do biodiesel, com enfoque na inclusão social e no desenvolvimento regional, via geração de emprego e renda.

A data para instalar a subcomissão não foi definida.

ONU vê Brasil na liderança ambiental mundial


Agência Senado/ES

O Brasil tem condições privilegiadas para liderar a conferência Rio+20, que será sediada no Rio de Janeiro no ano que vem, assumindo papel de destaque nas discussões em torno de novo padrão de desenvolvimento, baseado na economia verde. A avaliação foi feita pelo subsecretário-geral das Nações Unidas, Achim Steiner, em audiência ontem na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).

Steiner, que também é o diretor executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), admitiu que o Brasil ainda necessita dirigir o foco de suas políticas ao crescimento econômico, por possuir grande número de pobres. No entanto, ele ressalvou que o país busca isso já atuando na transição para o desenvolvimento sustentável, ainda que de forma incompleta. Como exemplo positivo, ele destacou que 46% de toda a energia produzida no Brasil provém de fontes renováveis. Também citou o crescimento das práticas de reciclagem de plásticos e outros materiais.

“São exemplos de iniciativas de economia verde que podem ser implementados em qualquer país e o Brasil já está nesta trilha há alguns anos”, afirmou.

Por sugestão do presidente da CMA, senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), a audiência foi realizada para debater as perspectivas da economia verde no Brasil e no mundo, tratar da realização da Conferência Rio+20 em 2012 e discutir sob o ponto de vista da sustentabilidade os dois grandes eventos esportivos programados para o Brasil: a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Fonte: Midiamax

Diesel mais limpo estará no mercado em 2012

A Petrobrás, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) e as montadoras afirmaram ao Ministério Público Federal (MPF) que vão cumprir o acordo de colocar no mercado a partir de 2012 um diesel menos poluente e veículos com motores adaptados para receber o novo combustível.

Na verdade, uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) determinava que a mudança deveria ocorrer em 2009, mas as empresas disseram não ter tido tempo hábil de se adaptar. Por isso, foi firmado um acordo com o MPF que, na prática, adiou a entrada do diesel mais limpo por quatro anos.

Até 2008, as regiões metropolitanas recebiam um diesel com 500 partes por milhão (ppm) de enxofre e, no interior, usava-se diesel com 2 mil ppm. A ideia era substituir os dois tipos em 2009 pelo diesel com 50 ppm, o S-50, o que não ocorreu.

Decidiu-se que o combustível com 50 ppm seria introduzido gradualmente nas regiões metropolitanas (as frotas de ônibus paulistana e carioca foram as primeiras a receber o combustível). E, no interior, passou a ser usado um diesel com 1,8 mil ppm.

A Petrobrás afirmou neste mês à procuradora da República Ana Cristina Bandeira Lins que o diesel S-50 terá produção nacional e, se for preciso, a demanda será suprida com importações.

Já a indústria automobilística informou que os modelos de veículos leves e pesados a diesel adaptados para o S-50 estarão disponíveis no mercado em outubro, quando será realizada uma feira do setor. Em 2013, o S-50 será substituído pelo S-10, diesel que já é usado em países da Europa e no Japão. Segundo o MPF, as informações trazidas "contradizem os boatos que circularam no mercado automobilístico e de combustíveis de que não haveria diesel S-50 em quantidade suficiente".

Fonte: Estadão