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Educação a Distância
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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Celular obsoleto, o que fazer?


O celular é o ícone da modernidade. Nele, quase tudo pode ser visto, acessado, jogado. Dá até para telefonar! No Brasil, quase todos têm um... que vai ficar obsoleto e - descartado de maneira imprópria - pode se transformar em um vilão poluidor.

CARCAÇA
Material - Antes Alumínio, cromo, PVC e retardantes de fogo à base de bromo. Hoje Alumínio, policarbonatos e antimônio (retardante de fogo). Há experimentos para a produção de polímeros biodegradáveis.
Quem fornece - Arábia Saudita e Irã (petróleo, base do PVC e dos policarbonatos), Brasil (alumínio), África do Sul (cromo) e China (antimônio).
Efeitos da produção - A produção de alumínio com base em bauxita, embora seja menos agressiva ao solo, exige um gasto imenso de energia e água. Os plásticos, como o PVC e o policarbonato, são derivados do petróleo, fonte não renovável.
Reciclagem correta - O PVC e os policarbonatos podem ser incinerados para gerar energia desde que com a devida neutralização dos gases tóxicos. Outra opção é derretê-los e transformá-los em plástico reciclado, usado em produtos de menor valor. O alumínio também é facilmente reaproveitado.
Falsa reciclagem - O derretimento de carcaças com retardantes à base de bromo sem tratamento dos gases libera dioxinas. Essas substâncias se espalham pela atmosfera e causam graves problemas de saúde em humanos e animais.
Caiu no lixão - Materiais de decomposição lenta, como o PVC, podem ficar mais de 200 anos na natureza e ocupam espaço, por serem rígidos. Em caso de incineração, as carcaças liberam dioxinas.

BATERIA
Material - Antes Liga de níquel-cádmio, grafite e potássio. Hoje Íon-lítio (à base de lítio, cobalto e grafite) ou hidreto metálico de níquel (à base de potássio, níquel e grafite). 
Quem fornece - Rússia (níquel), Bolívia (lítio), República Democrática do Congo (cobalto), Coreia do Sul (cádmio), China e Brasil (grafite) e Canadá (potássio).
Efeitos da produção - O níquel e o cobalto são obtidos da mineração, atividade de impacto no solo e de emissão de CO2. As maiores reservas de lítio estão na Bolívia.
Reciclagem correta - As baterias possuem cobalto, níquel e ferro, que podem ser reaproveitados.
Falsa reciclagem - Se a cartolina e o papelão são facilmente recolhidos para a reciclagem, as embalagens plásticas acabam no lixão. De reciclagem mais cara, elas são menos valorizadas no mercado informal de coleta.
Caiu no lixão - O cádmio é um metal pesado e pode contaminar a água e o solo.

TELA LCD
Material - Vidro, óxido de índio-estanho ou óxido de zinco e polímero de cristal líquido.
Quem fornece - Canadá (índio) e China (zinco e estanho).
Efeitos da produção - O índio é um mineral raro em forma pura e em geral é obtido da extração de outros minérios, como o zinco. Ou seja, além do impacto da mineração, ainda há um grande gasto de energia na eletrólise para separar o minério.
Reciclagem correta - O visor de vidro é reaproveitado. Mas a recuperação dos metais especiais, como o índio, ainda é considerada muito cara e ocorre apenas em testes.
Falsa reciclagem - Caso o backlight (sistema de iluminação) dos aparelhos antigos seja quebrado, pode haver a liberação de vapor de mercúrio. A quantia é mínima, se comparada a um monitor de TV.
Caiu no lixão - A incineração de uma tela LCD pode levar à transformação dos polímeros em gases poluentes e cancerígenos.

TECLADO
Material - Antes Plásticos diversos, silicone emborrachado e prata (contatos). Hoje Mesmo material da carcaça, silicone emborrachado, prata (contatos) ou não existem (touchscreen, tela sensível ao toque).
Quem fornece - Idem ao material usado na carcaça, México e Peru (prata) e diversos países (sílica).
Efeitos da produção - Os botões com o mesmo material da carcaça encobrem o tradicional teclado de silicone emborrachado. Ou seja: mais material está sendo usado. A tela sensível ao toque dispensa o uso de silicone e plástico, materiais mais difíceis de reutilizar ou reciclar que o vidro.
Reciclagem correta - A mistura de materiais faz com que os botões geralmente tenham o mesmo destino da carcaça: derretimento ou incineração para produção de energia. Os contatos, que ficam sob o teclado, são de prata e podem ser recuperados.
Falsa reciclagem - Aproveitam-se somente os contatos de prata, mas descarta-se o material restante.
Caiu no lixão - Decomposição lenta. Modelos velhos liberam toxinas ao ser queimados.

CIRCUITO IMPRESSO
Material - Antes Cobre, ouro, prata, paládio, níquel, estanho, bromo, chumbo, mercúrio, plásticos, fibra de vidro, epóxi e cerâmica. Hoje Uso restrito de chumbo e mercúrio ou bismuto, índio e germânio, entre outros.
Quem fornece - China (bismuto), África do Sul (ouro e cromo), Rússia (paládio) e Austrália (chumbo).
Efeitos da produção - Metais, como ouro e paládio, são raros. A extração é poluente e pouco produtiva. Para produzir uma tonelada de ouro, são geradas ao menos 10 mil toneladas de CO2.
Reciclagem correta - Os metais nobres, como ouro e prata, e comuns, como cobre e estanho, são reaproveitados. A base de epóxi é usada como combustível para a caldeira em que os metais são fundidos.
Falsa reciclagem - Na separação do ouro, há a liberação de mercúrio, altamente tóxico. Os resíduos não são tratados e podem contaminar rios, o solo e a atmosfera. Além disso, a desmontagem inadequada pode levar ao desperdício de materiais raros, misturados a outros mais comuns.
Caiu no lixão - Há a contaminação do solo e da água por chumbo e mercúrio liberados das soldas dos equipamentos.

CABOS E FIOS
Material - Antes PVC, retardantes de fogo à base de bromo (capa), cobre (fios) e cobre com berílio (conectores para cabos externos). Hoje Polietileno e poliamida (capa), antimônio (retardante de chamas) e cobre (fios)
Quem fornece - Chile (cobre) e Brasil (berílio).
Efeitos da produção - A mineração do cobre, a céu aberto, devasta grandes áreas. A produção de PVC libera resíduos de cloro altamente poluentes. Como o custo e o desempenho dos materiais alternativos ainda deixam a desejar, a substituição é lenta.
Reciclagem correta - O principal ganho é o reaproveitamento do cobre dos fios.
Falsa reciclagem - Queimar fios para obter o cobre libera dioxinas e ácido clorídrico. O berílio dos conectores, se inalado, ataca os pulmões. E o antimônio irrita a pele e o sistema digestório.
Caiu no lixão - Os efeitos são os mesmos ocorridos com o descarte das carcaças.
Fontes - Anatel, Banco Mundial, Nokia, Sony Ericsson, Worldwatch Institute, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Convenção de Basileia - MPPI (Iniciativa de Parceria para Telefones Móveis).

NA RECICLAGEM, UM TESOURO
• De acordo com o relatório From Waste to Resources, do Programa para o Meio Ambiente das Nações Unidas (Unep), 1 tonelada de celulares sem as baterias rende 3,5 quilos de prata, 340 gramas de ouro,140 gramas de paládio e 130 quilos de cobre.
• No 1,2 bilhão de celulares vendidos no mundo em 2007 foram usadas 300 toneladas de prata; 29 toneladas de ouro; 11 toneladas de paládio; 11.000 toneladas de cobre. Nas baterias de lítio (20 gramas), foram usadas 4.500 toneladas de cobalto.


segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Rodovia dos Bandeirantes é refeita com asfalto ecológico

Em 2010, a Rodovia dos Bandeirantes foi eleita a melhor do país, pela quinta vez consecutiva, pelo Guia Quatro Rodas, da Editora Abril, e, hoje, dia 10 de setembro, a Rodovia ganhou mais um título para comemorar: o de uma das mais ecológicas do Brasil. 

Isso porque a concessionária CCR Autoban, que administra o sistema paulista Anhanguera-Bandeirantes desde 1998, inaugurou hoje o primeiro trecho da rodovia recuperado de forma ecológica: uma das camadas estruturais da pista foi reconstruída com pavimento reciclado e o revestimento da superfície foi feito com asfalto-borracha, produzido a partir de pneus velhos. 

Parte do processo de reciclagem do pavimento usado para reconstruir o trecho – localizado entre os km 85 e 78, da pista sentido capital – ainda foi feito no próprio canteiro de obras da rodovia, em uma “usina móvel”, diminuindo as emissões por transporte. O asfalto velho foi retirado da pista, triturado e enriquecido com cimento e pó de pedra no próprio local e ,depois, reaplicado. 

De acordo com a CCR Autoban, a operação reciclou 450 mil pneus – que levam cerca de 600 anos para se decompor – e o equivalente a 36 piscinas olímpicas cheias de asfalto velho, reduzindo a quantidade de resíduos produzidos nas obras de recuperação da Rodovia. Ainda segundo a concessionária, o novo asfalto não traz, apenas, benefícios ambientais para a cidade: o pavimento ecológico gera menos ruídos e maior aderência dos pneus, além de ser mais durável, o que proporciona mais segurança e conforto aos motoristas que transitam pela rodovia. 

Até 2011, a CCR Autoban pretende recuperar, de forma ecológica, 600 km de pistas da Rodovia dos Bandeirantes, a partir do investimento de R$ 82 milhões.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Projeto e-lixo Maps mostra postos de coleta mais próximos

Em São Paulo, o projeto E-lixo Maps utiliza a plataforma do Google Maps para ajudar o internauta a encontrar os postos de coleta de eletrônicos mais próximos da sua casa ou trabalho.

Você já sabe que baterias, celulares, carregadores, computadores, televisores e pilhas velhas não devem ser jogados no lixo comum - esse material tem metais que podem contaminar o solo e a água. Mas o que fazer com todo esse lixo eletrônico, apelidado de e-lixo? Em São Paulo, a Secretaria do Meio Ambiente, em parceria com o Instituto Sergio Motta, criou o projeto "e-lixo maps": um site que usa a plataforma do Google Maps para o usuário encontrar lugares que coletam aparelhos obsoletos ou fora de uso e que dão um destino mais ecológico a eles. Dá para checar os postos mais próximos da sua casa ou trabalho, facilitando um bocado a vida. Agora não tem mais desculpa na hora de descartar seu lixo eletrônico.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Qual a origem do lixo que chega à costa brasileira?

Infelizmente, não há nenhuma instituição monitorando o volume de lixo que, vindo de cargueiros, cruzeiros turísticos e outras embarcações internacionais, polui as praias nacionais. Desde 2001, porém, a ONG Global Garbage, se instalou na Bahia para tentar, ao menos, mapear de onde vêm as tranqueiras que entulham um pequeno trecho litorâneo, ao norte do estado. O que já se sabe é que a maioria do lixo é trazida pela corrente Sul-Equatorial, que vem da costa africana e atravessa o oceano Atlântico até desembocar por aqui. 


LIXÃO INTERNACIONAL 

ONG recolheu quase 2 mil produtos em um pequeno trecho do litoral baiano, na costa dos Coqueiros. Veja de onde vem tanta sujeira: 



Ilustrações: Mathias Townsend{txtalt}



De onde vem o lixo - ESTADOS UNIDOS 

Quantidade - 241 embalagens 

Itens estranhos - Supositório, gel para cabelo e chantilly 



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De onde vem o lixo - ITÁLIA 

Quantidade - 151 embalagens 

Itens estranhos - Talco mentolado 



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De onde vem o lixo - ÁFRICA DO SUL 

Quantidade - 126 embalagens 

Itens estranhos - Limpa-vidros e milk shake em pó 



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De onde vem o lixo - TAIWAN 

Quantidade - 86 embalagens 

Itens estranhos - Feijão enlatado e silicone 



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De onde vem o lixo - REINO UNIDO 

Quantidade - 91 embalagens 

Itens estranhos - Limpa-forno e extrato de tomate 



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De onde vem o lixo - ARGENTINA 

Quantidade - 119 embalagens 

Itens estranhos - Espuma de barbear 



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De onde vem o lixo - ALEMANHA 

Quantidade - 110 embalagens 

Itens estranhos - Cola em bastão, pincel atômico e chantilly 



CONSULTORIA: Fabiano Barreto e Francisco Fonseca, da ONG Global Garbage .